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1 de outubro de 2020

Prefeitos gaúchos são contra calendário de retomada das aulas.

Prefeitos gaúchos são contra calendário de retomada das aulas.

Uma pesquisa da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) mostrou a visão dos prefeitos gaúchos sobre a retomada das aulas. No plano apresentado pelo Governo do Estado, as escolas reabririam a partir de 31 de agosto, com a volta dos estudantes do Ensino Infantil. Os ensinos Superior, Médio e Fundamental II voltariam em setembro. Já os anos iniciais do Ensino Fundamental teriam as aulas presenciais retomadas em outubro.

No levantamento junto às prefeituras, a Famurs observou que a maioria dos municípios é contra o calendário do Palácio Piratini. Foram ouvidos 409 dos 497 prefeitos do Estado. Desse total, 94% discordam da proposta. Parte dos gestores diz esperar uma vacina contra a Covid-19 e a diminuição dos casos da doença para a retomada das aulas. Outra parcela só considera viável reabrir as escolas em 2021.

Avaliação da Famurs

O presidente da Famurs e prefeito de Taquari, Maneco Hassen, avalia que não deve haver diferenças entre as redes pública e privada. “Há uma manifestação muito forte de todos os prefeitos e prefeitas do Estado da impossibilidade do retorno às aulas neste momento”, afirmou. “E um dado também importante da pesquisa é que 86% dos prefeitos e prefeitas que já responderam acham que a educação pública e privada devem voltar ao mesmo tempo”, prosseguiu o presidente da Famurs.

Segundo Maneco Hassen, os gestores municipais ainda acreditam que os últimos a voltar às aulas devem ser os estudantes mais jovens. “Há também, no calendário proposto pelo Governo do Estado, segundo a visão dos prefeitos e prefeitas, uma inversão”, observou. “Os prefeitos estão sugerindo que, quando retornar, se retorne primeiro pela educação Superior, que, evidentemente, é formada por alunos de mais idade e tem melhores condições de seguir os protocolos e as medidas de prevenção”, completou o representante da Famurs.

Os prefeitos elencam como principal problema para o retorno o risco enfrentado por alunos e professores. Outras questões levantadas são as dificuldades envolvendo o transporte escolar, o fornecimento de equipamentos de proteção, a falta de servidores e o elevado número de casos de Covid-19. A pesquisa da Famurs deve ser concluída nesta segunda-feira. O estudo completo deve ser apresentado ao Governo do Estado na quarta-feira (19).

Fonte: Correio do Povo

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