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24 de setembro de 2021

Vacinação avança e pandemia retrocede ao patamar de 14 meses atrás no RS

Exatos seis meses atrás, o Rio Grande do Sul se deparava com a pior face da Covid-19. No fim de semana entre 13 e 14 de março, mais de 600 pessoas perderam a batalha para o coronavírus no Estado, que tinha déficit de mais de 200 vagas para terapia intensiva, levando profissionais de saúde a ter de escolher quem receberia tratamento. Nesses dias sombrios, menos de 8% tinham recebido uma dose da vacina e apenas 3% já haviam completado o ciclo vacinal.

Agora, mantendo uma sequência de quase 100 dias de queda, o RS tinha ontem à noite o menor número de pacientes Covid em UTI desde julho de 2020: 423. Considerando casos confirmados e suspeitos, a proporção em relação ao total de internados era de 29%. Em 14 de março, o número de pacientes relacionados ao coronavírus foi quase quatro vezes mais do que os internados por outras doenças. Da mesma forma que as hospitalizações, vem caindo a média de mortes, que na segunda-feira era 33% menor do que na comparação com duas semanas antes.

A queda nos números é um reflexo direto da vacinação. Hoje 90% dos adultos receberam ao menos uma dose, enquanto mais da metade já concluiu o ciclo vacinal. Claro, ainda há de se ter cuidados, conforme alertou o médico infectologista e professor da UFRGS Alexandre Zavascki, especialmente quanto ao uso de máscaras enquanto a campanha de vacinação está em andamento.

Mas nem tudo são flores. A vacina mais aplicada no Rio Grande do Sul pode ficar indisponível em algumas cidades nos próximos dias, a exemplo do que ocorre em outros estados. Ao Correio do Povo, a Secretaria Estadual da Saúde informou que recebeu apenas 39% das segundas doses da vacina da AstraZeneca destinadas ao público que deveria tomá-la até o dia 23. “Poderá haver alguns municípios com indisponibilidade de estoque”, alertou a pasta.

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